Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Amante dos Nossos Filhos

 

 

Se os filhos, são a razão da procriação, amá-los e sacrificar-me por eles é para mim, um motivo de orgulho e realização pessoal.

Não duvido mesmo disso, assim, dia após dia, confronto-me com incompreensões que não tolero, sendo mal amado a nível das empresas, para quem trabalho, das amizades que cultivo e desvalorizo, por falta de tempo para fazer, o que considero ser prioridade.

Filhota sempre em primeiro, por um compromisso voluntário, de escravidão consentida, pelo menos até aos oitenta anos.

As vivências de uma infância recalcada têm dessas coisas, o fantasma de pai ausente, durante anos, pesa, à medida que a criança passa, a adolescente e de seguida a adulto.

Tempo de esperar, sonhando sempre, que, os laços de sangue são eternos e por isso mesmo indestrutíveis, por muito que a incompreensão atente contra eles.

O olhar para o próprio umbigo, levariam com certeza a desprezar o que mais amo, ainda que amando de forma inexplicável, tal tivesse motivo e justificação. Quanto tempo pode durar essa miragem, que de real apenas tem o presente, por a solidez da base de sustentação, ser tão pouco perceptível e nem mesmo com tijolos bem cozidos, a edificação é uma certeza a longo prazo.

Os castelos são para princesas é certo, mas também elas sonham, de vez em quando, com príncipes que as vêem raptar das torres em que os reis as trancaram.

Esse mundo imaginário, que inunda a mente de todas as gerações, que acreditam em histórias de encantar, cria um vazio, quando o sonho é confrontado com o real, as dificuldades do presente, reflectem sempre decisões, ainda que precipitadas, para o futuro, é no entanto, esse o rumo normal da vida e dos caminhos que escolho para seguir.

Procurar que façam, o que compete-me fazer, é optimismo, a verdadeira honestidade está, em assumir a 100% o papel de pai, sem nunca iludir, seja quem for, que com isso sonhei e o sonho tornou-se realidade.

Sou desta forma um homem feliz, sem preocupar-me que duvidem, nunca duvidando, que isso é a minha liberdade dentro da dependência.

Recuso-me à vida dupla, que tantas vezes acontece, por considerar, que só se pode ter uma morada, com porta sempre aberta, para quem amamos e adoramos, ter perto de nós.

Daí estar sempre mortinho, por chegar a casa e contemplar mesmo dormindo, o meu verdadeiro amor.

Conciliar as paixões com isso mesmo, será procurar a "amante" dos nossos filhos, pedindo-lhe que se sacrifique, por um ideal que não é dela, esquecendo, que podem apenas ser princesas, que procuram o castelo encantado, vivendo a paixão eterna, com o príncipe imaginado, livre de amarras e pronto a servi-la para sempre. Acredito em fadas,  que concedem desejos, na seta do cupido, que parte corações de pedra, mas visualizo sobretudo, uma educação decente e janela de oportunidades, para assegurar o futuro, a quem comigo vive a vida em permanência, escrevendo vezes sem fim, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te pai ;-)).

Manuel da Fonseca @ 2009

sinto-me:
publicado por Manuel da Fonseca às 17:49
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