Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Formas de prazer

A escrita, é para mim, uma forma de prazer, independente da motivação que me move.

Ocupo-me de tão pouco que, posso dar-me ao luxo de passar horas fazendo o que gosto. Essa é uma liberdade, perigosa porque mesmo na ficção, há quem tenha o sentimento de perseguição e seja levado a pensar, que tudo o que escrevo lhe é dirigido, não, não pense isso, a criatividade não tem limites, ao gostar de um elogio directo, não quer dizer, que a seguir não apareça um texto tirado do maior livro negro, sei lá escrito por quem, extravasando toda a realidade conhecida.

Nesta forma de prazer, reside o belo, por cada tecla pressionada, ao som de uma musica clássica que me inspira, ou no maior dos silencios, deixando os fantasmas, fobias e desejos vir á flor da pele.

É a aí que a concha se vira, absorvendo toda a luz do sol e alimentando-me da água salgada que pela atracção da lua leva e trás as ondas até à praia. Esses momentos, são sublimes, mais uma forma de prazer, finalizados apenas pela onda forte, que me vira de novo de encontro à areia molhada, deixando-me pronto a entrar terra dentro, na busca da rocha que me barre o caminho, dando-me uma nova direcção e sentido, para atingir a superficie onde os outros seres vivos, ditos da minha espécie, caminham e vivem, procurando ser felizes.

A incompreensão é constante, talvez por querer, ter um espaço só meu, viajar na rota daqueles que gosto, dando, como forma de prazer, recebendo, sem dar por isso tudo o que me faz falta.

Encontro na mentira, o veneno que me afasta e faz não acreditar. Omitir sim, mentir, nunca. O fazer de conta, só faz sentido quando escrever dá continuidade, à alimentação dos sonhos, que todos os dias tenho, embora diferentes, fazem o caminho ficar bem definido e andar através dele, mais uma forma de prazer. Por isso caminho tanto, por agora, sózinho, até que um dia alguem siga no mesmo sentido, de forma natural e como forma de prazer, assim como eu faço.

Chega por agora, à que alimentar o corpo, para fortalecer a alma, aquela que pode sempre ficar onde bem quiser, contudo, sei que também me pertence, enquanto viver, for uma forma de prazer.

sinto-me:
publicado por Manuel da Fonseca às 10:33
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