Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Caminho de Pedras

 Há sempre um motivo para regressar às origens. Desta vez foi caminhar e visualizar todos os locais que povoaram o meu imaginário enquanto criança e adolescente. Por isso lhe chamo, "Caminho de Pedras". Todas elas tinham um significado na minha mente, até o mais temido dos animais selvagens, que rondava a aldeia e que nunca vi em liberdade, tinha um monte de pedras associado, era ele, o LOBO. Com o avançar da idade fui descobrindo as mitologias e crenças, e de forma casual ao frequentar um acto religioso, nesta caminhada, acabei por achar resposta, ao que  atormentava criancinhas durante a interpretação das escrituras sagradas. Quem era possuido pelo demónio, ou considerado mesmo demónio, não era mais que um doente mental, aos quais era dada cura durante os milagres. As transfigurações, seriam pois visões disturcidas da realidade. Expulsar demónios, ou exorcisar, eram processos que requeriam a ajuda de um sobredotado não temente dos maus espiritos, tal como hoje existem, adaptados às novas do mundo moderno. Por limitações de tempo e oportunidade, a aprova mais temida acabei por não a realizar. Enfrentar os receios de criança na ausência da luz solar e sem aviso durante um eclipse lunar. Aguardo a próxima oportunidade, assim que ela surja. Ao longo destes 7 dias, reconheci, a força da natureza, seja ela voluntária ou divina, que faz nascer um pinheiro bem no alto de um rochedo. Seria acaso ou obra de homem sábio? Enquanto me debato nas dúvidas dos caminhos que escolho, o pinheiro vai crescendo e dando valor à intuição que me guia, quando a dúvida surge. Esse é o meu caminho de pedras, para encontrar a sombra onde queira descansar. De todos os registos mentais e digitais, não descobri aquela que melhor retratava o medo que se sentia, quando não se interpretava aquilo que se via, mesmo que fosse, uma pedra coberta por musgo e liquens. À distância ou na escuridão da noite, ia até onde a imaginação podia, acabando mesmo por chorar e fazer o que aprendia como unica arma de o enfrentar. Rezar e ter fé. São esses sentimentos que por vezes se perdem quando existem demasiados demónios, ou pedras, na minha vida. Assiste-me contudo o direito de dizer que esse não era o meu caminho, assim sendo sigo a minha voz interior, mesmo, não sabendo para onde ir, recomenda que a noite é para descansar, com a porta aberta, para a luz entrar logo pela manhã. À frente dessa porta, nunca poderá existir uma pedra. A água da vida descobre sempre o caminho até ao mar onde tudo se mistura.

 

 

publicado por Manuel da Fonseca às 18:47
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