Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

O desejo não detecta mentiras

Há muitos anos que navego, pelo cyberespaço. Tenho encontrado de tudo, sem saber muitas vezes, se figuras reais ou imaginárias.

Tudo o que lemos os escrevemos, pode ser controlado pelo IP, que nos dá acesso. Claro está que só os controladores conseguem isso. Mais grave é contudo a possibilidade de através de aplicações ocultas terem acesso á nossa máquina e retirar informação preciosa. Esse é o verdadeiro perigo.

Meia duzia de fotografias bem atractivas, de uma mulher que não se sabe quem é, dão forma ao laço que leva homens aventureiros e sedentos de romance, a deixar que entrem na sua privacidade, sacar-lhe os códigos secretos, revelar segredos compremetedores e partindo de seguida, para pedidos de valores, quer monetários quer materiais.

Esse foi um filme que eu vi, bem real nos ultimos tempos. Falando ao coração, sobre o que, quase sempre faz falta, ou seja dinheiro, somos levados a ter compaixão e perante o encantamento, acabamos encantados e cegos pelo charme de quem nos quer seduzir.

Entra aí a malicia do disfarce do que realmente se pretende. As armadinhas são muitas e as teias bem ardidas para que, o caçador acabe caçado e liso das suas contas ou créditos que possa ainda possuir.

Tudo pode começar por um simples café e acabar, com uma cena de dominação, onde as cordas, prendem os movimentos e as unicas saídas são a revelação dos códigos secretos, para que as contas possam ser limpas, até ao limite do crédito. Pagar ainda outras, assinar letras e leasings, que nos acorrentam durante mais de 7 ou 8 anos.

Tudo isto acreditando, que a mulher é uma malfadada pela sorte, emigrante num país e sem familia, com criancinhas e renda de casa para pagar. Mais estranho ainda, é que as cúmplices actuam na sombra, fazendo os telefonemas na hora certa, para garantir a veracidade da estória.

Acreditando, num nome, que não lhe pertence, as coisas vão acontecendo, de forma a aproveitar a oportunidade, mal ela surja. Tudo muito nas calmas, café, jantar, cinema e por aí adiante.

Os pedidos são subtis, olhar uma montra com joias, falar de um perfume que se gosta. A fatia do bolo maior, é para o fim, uma compra avultada de um bem, a pagar em 7 ou 8 anos, nunca têm fiador e as contas não he permitem aprovação do crédito.

Podes-me ajudar, a fazer isto, podes ajudar a escolher, podes pagar isso para mim?

Tudo é feito para que isso aconteça. Em forma de belas e sedutoras dispertam desejo e o nosso sinal de alarme já não dispara perante o perigo eminente.

Estamos quase caçados, basta o golpe final e já está. Os convites intensificam-se, chamadas e msgs com fartura e a todos os minutos. Então, quando se aproxima o fim do mês nem se fala.

Por trás sempre a estoria de um amor não correspondido, ou do marido que está preso ou a deixou, para que a investida seja mais lenta e a estratégia resulte.

A mala é sempre grande e sabe lá deus o que contem.

Já no leito do prazer, tenta-se a todo o custo desarmar e deixar louco, o parceiro, está quase e vem a frase final, gosto de dominar, vira-te de costas, gosto de atar-te, tu gostas?

O desfecho é inevitável, mas se algo corre mal, tem que se abortar e esperar pela próxima oportunidade.

Fiquei-me por aí, não detectando as mentiras, mas sabendo que o nariz raramente engana e a desconfiança surgiu no momento exacto em que foi conhecida pessoalmente.

Mesmo sem o desejo, detectar mentiras a divina providência, velou por mim, e um telefonema assegurou que este filme de delinquência emocional, não chegasse ao fim.

Se há dias de sorte, esse foi o meu, por isso posso contar, o que foi que não aconteceu.

(História imaginada, por um subconsciente, receoso em acreditar, que o amor existe)

publicado por Manuel da Fonseca às 16:11
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